Segurança ocular
Olha para o Sol apenas com óculos de eclipse certificados (ISO 12312-2) ou filtros solares homologados.
Nunca olhes para o Sol através de binóculos, telescópios ou câmaras sem um filtro solar adequado acoplado à ótica: a luz concentrada pode danificar a visão ou a câmara de forma instantânea e permanente.
Retira os óculos apenas durante a totalidade e volta a colocá-los assim que reaparecer o primeiro brilho do Sol.
Embora os óculos sejam seguros para observar o Sol, fazer pausas de vez em quando pode ser mais confortável para descansar a vista.
Parcialidade de entrada
TEMPO ATÉ À TOTALIDADE →
−1 hora — Primeiro contacto.
- Começa a ver-se a "dentada" que a Lua faz no Sol.
- A luz ainda está completamente normal.
RECOMENDAÇÕES
- Tira uma foto geral da paisagem para a poderes comparar mais tarde.
−50 min — O eclipse já está a decorrer.
- A Lua já avança sobre o Sol, mas quase não se nota.
- A luz continua quase normal.
RECOMENDAÇÕES
- Utilizando instrumentos adequados, procura manchas solares.
- Repara na velocidade aparente da Lua (tendo como referência a borda do Sol).
−40 min — Cada vez mais visível.
- A luz começa a mudar.
- O Sol já tem uma dentada bem visível.
RECOMENDAÇÕES
- Compara a luz com a de um dia normal: vais notá-la um pouco mais escura.
−30 min — Já se nota menos luz.
- Cerca de um terço do Sol já está oculto; a luminosidade baixa de forma evidente.
- A temperatura começa a descer subtilmente.
RECOMENDAÇÕES
- Tira outra fotografia da paisagem para a tua sequência.
−20 min — Já quase 60 % coberto!
- O eclipse vê-se muito bem.
- A luz é muito mais fria, como apagada.
RECOMENDAÇÕES
- Olha para a sombra das árvores: a luz por entre as folhas projeta milhares de pequenos eclipses no chão.
−15 min — O Sol já é um claro crescente.
- É frequente notar uma ligeira descida de temperatura e mudanças no vento.
- Algumas aves e insetos começam a alterar o seu comportamento.
RECOMENDAÇÕES
- Observa o comportamento dos animais —aves, insetos— e também das pessoas: começam a surgir as emoções.
−10 min — A luz cai muito depressa.
- A paisagem ganha uma luz muito estranha, difícil de explicar depois.
- Vês bem, mas é um anoitecer "esquisito".
RECOMENDAÇÕES
- Olha à tua volta, não só para o Sol: até o lado oposto fica muito estranho.
−5 min — O Sol é uma foice muito fina.
- A luz parece um pôr do sol envolvendo todo o horizonte.
RECOMENDAÇÕES
- Não te concentres só no Sol: olha à tua volta. Estás a começar a viver uma experiência INESQUECÍVEL.
−3 min — Mais de 90 % eclipsado!
- Aparecem os primeiros planetas; Vénus é o mais visível.
- Estás numa escuridão de fim de tarde, mas o horizonte continua iluminado em todo o contorno.
RECOMENDAÇÕES
- Respira, sorri: neste momento estás num ponto privilegiado do mundo.
−2 min — Aparecem as bandas de sombra no chão.
- Finas faixas de luz e sombra ondulam pelo chão, como ondas numa piscina.
- As cores tornam-se metálicas.
- A temperatura desce notavelmente.
- Os animais ficam em silêncio, admirados.
RECOMENDAÇÕES
- Tem preparada uma superfície lisa e clara (um lençol branco, por exemplo) para as veres melhor.
−1 min — Perto de 98 % eclipsado!
- A paisagem perde as suas últimas cores normais e o ambiente muda por completo.
- No horizonte, a diferença entre a zona iluminada e a que está sob a sombra da Lua começa a tornar-se evidente.
RECOMENDAÇÕES
- Prepara-te para deixar de fotografar.
- Aproveita o momento.
−30 s — Estamos quase lá!
- A luz cai vertiginosamente, segundo a segundo.
- Para oeste, pode ver-se a sombra da Lua a aproximar-se a toda a velocidade, como um muro de escuridão que vem sobre ti.
- Se estiveres num local elevado, já se vê a sombra da Lua a atravessar a paisagem.
RECOMENDAÇÕES
- Olha para o Sol (com os óculos!).
- Olha também para o horizonte e para a paisagem.
Totalidade
O MOMENTO CULMINANTE →
−15 s — Pérolas de Baily.
- Começam a ver-se pequenos pontos de luz: os últimos raios do Sol a atravessar os vales do relevo lunar.
RECOMENDAÇÕES
- Ainda não tires os óculos, mas prepara-te!
−5 s — Anel de diamante.
- Surge o último feixe de luz antes de a Lua cobrir o Sol por completo.
RECOMENDAÇÕES
- Este é o último instante em que ainda deves usar os óculos.
Totalidade — Totalidade! Segundo contacto.
- A Lua eclipsa o Sol por completo.
- Vê-se a coroa solar: um halo branco à volta do disco.
- Podem distinguir-se protuberâncias avermelhadas a olho nu (oxalá haja muita atividade solar!).
RECOMENDAÇÕES
- Tira os óculos! Já o podes fazer em segurança.
- Não olhes só para o Sol: observa a paisagem e essa luz irrepetível.
+30 s — O brilho varia consoante a direção.
- Veem-se muito bem os filamentos e penachos do Sol.
- O céu mantém cores muito pouco comuns.
RECOMENDAÇÕES
- Percorre lentamente a coroa com o olhar. Repara em como muda o seu brilho e nos longos penachos que se estendem em várias direções.
Último minuto — Pôr do sol de 360°.
- O horizonte parece um pôr do sol em todas as direções. O resplendor parece vir de todos os pontos cardeais ao mesmo tempo!
- Veem-se perfeitamente planetas e estrelas.
RECOMENDAÇÕES
- Roda sobre ti mesmo: o que é belo agora não é só o Sol.
- Abraça quem gostas: estão a vivê-lo juntos.
Últimos 30 segundos — Volta a olhar para o Sol.
- Tenta gravar na memória as protuberâncias avermelhadas e os detalhes da coroa. É uma imagem que não vais esquecer.
RECOMENDAÇÕES
- Tem os óculos à mão: a totalidade está prestes a terminar.
Fim da totalidade — Terceiro contacto.
- Surge outro anel de diamante no ponto onde a Lua deixa de eclipsar o Sol.
OBRIGATÓRIO
- Coloca os óculos antes de voltar a olhar para o Sol e põe o filtro em qualquer câmara que aponte ao Sol.
Após a totalidade — O eclipse continua.
- A totalidade terminou, mas o eclipse ainda não.
- A Lua vai continuar a afastar-se lentamente do Sol durante cerca de mais uma hora. Aproveita para reviver o que acabaste de experienciar.
RECOMENDAÇÕES
- Partilha impressões, revê as tuas fotografias… e não te esqueças de continuar a usar os óculos sempre que olhares para o Sol.
DEPOIS DA TOTALIDADE · Parcialidade de saída
Rir, chorar, recordar e partilhar o que vivemos.
Agora já percebes porque é que quem vê um eclipse total... quer sempre repetir. Vemo-nos em 2027?
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